domingo, 27 de fevereiro de 2011
DESEJO O MÍNIMO DE VOCÊ
Ainda está distante de mim, e a saudade parece não ter mais fim.
Eu preciso do toque das suas mãos, dos seus lábios junto aos meus, da sua saliva na minha boca.
Eu ainda preciso do seu cheiro, do seu corpo colado ao meu, dos seus olhos sobre mim.
Realmente eu não posso ficar sem. Eu preciso mais do que nunca de qualquer mínimo toque e gesto seu.
Aqui está péssimo sem você. A sua casa perdeu a graça. E eu perdi o meu coração!
Passei a contar os segundos na espera desmedida pela sua ligação.
Sua voz ainda faz os pelos do meu corpo eriçarem, minha respiração ofegar.
Você possui o dom de me excitar, de me deixar sem graça quando percebo seus olhos passearem pelo meu corpo.
Você sabe bem onde me tocar, onde me invadir, e eu ainda fico louca ao lembrar dos orgasmos que você me fez sentir.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
RASGA O PEITO ESSA DOR
E eu aqui... pálida, devorada pela dor, cansada, atormentada.
Essa dor que me rasga o peito. SAUDADE.
Sozinha. Solidão!
Onde está o meu amor? Onde foi parar aquele calor que me envolvia todo o corpo?
Se perdeu. Eu perdi. Enfim, adormeci.
E somente assim, foi preciso ser assim;
Pra que possamos dar mais valor, ao que temos e ao que somos...
Não existe dor maior... De perder e não o ter.
De ouvir e não sentir.
De falar e não tocar...
Onde está o cheiro? E o cabelo? E os dedos? E os apertos?
Eu não sinto. Deus! Eu não sinto!
Me devolva tudo o que eu tinha.
E tira essa dor que rasga o peito e as entranhas da alma,
que tritura as vísceras,
e faz dos meus ossos apenas pó.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
GRADES DE SOLIDÃO
Estou aqui aprisionada em meu quarto, lembrando dos beijos e carícias do amor que vivi.
A saudade machuca como uma lâmina em minha carne nua. E sempre me pergunto: Onde está o meu amor?
As paredes ecoam: preso... preso... preso...
E ele me tirou tudo, me tirou o céu, o oxigênio, o chão e levou junto com ele a minha alma.
Meu corpo vaga cansado pelas ruas. Meu corpo perdeu o viço, meus olhos não possuem mais brilho, e em minha boca apenas o gosto amargo da perda brusca.
Ele errou, sei que deve pagar...
E eu errei, por não saber domá-lo...
Ainda não sei explicar essa dor estranha e cinza que invadiu o meu corpo.
Se alojou dentro do meu peito, e meus pulmões mortos não me deixam respirar.
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